segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Freikorps

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«Os homens dos corpos-francos são filhos da guerra, da derrota e da revolução de Novembro. São parentes próximos dos arditi de Fiume e dos esquadristas que surgem um pouco mais tarde em Itália, constituindo um tipo de homem muito específico que não se voltará a ver. Foram moldados em primeiro lugar pelo combate de trincheiras na guerra. Esta fez a triagem entre os homens que a prova esmagou do ponto de vista nervoso ou moral e aqueles que dela saíram mais fortes e mais duros do que antes. Jünger compará-los-á aos lansquenetes, soldados mercenários de outrora cuja única pátria era a sua bandeira. São homens entre os quais a guerra aboliu qualquer espécie de diferença social, nivelando-os por um padrão sem qualquer relação com a vida civil. Substituíram as distinções de classe pelas da audácia e da coragem. E foi essa nova escala de valores que eles quiseram mais tarde transpor para a sociedade civil do pós-guerra. À sua maneira, são socialistas. Mas o seu socialismo é militar, sem nada a ver com a busca da segurança e da felicidade material. Não reconhecem outra hierarquia que não seja a do mérito. Todos partilham a mesma fé no poder da vontade e um gosto evidente pelos métodos expeditos.»

Dominique Venner
in "O Século de 1914. Utopias, Guerras e Revoluções na Europa do Século XX", Civilização Editora (2009).

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