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quarta-feira, 23 de outubro de 2013
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Kawthoolei
Kawthoolei é o nome dado pelos Karens ao Estado que tentam criar desde a década de 40. O significado preciso é disputado no seio dos próprios Karens. Como interpretações possíveis encontram-se as expressões «País das flores» ou «Terra sem mal». De acordo com Martin Smith na sua obra «Burma: Insurgency and the Politics of Ethnicity», Kawthoolei significa também «A Terra carbonizada», que corresponde à terra pela qual se batem. As fronteiras de Kawthoolei correspondem mais ou menos à actual região administrativa de Kayin cuja capital é Pa-an, à qual se acrescenta a zona do delta do rio Ayeyarwady, habitada por numerosos Karens. O nome de Kawthoolei é de facto relativamente recente, sendo uma criação do líder Karen Ba U Gyi, histórico chefe assassinado durante a independência da Birmânia em 1950.
segunda-feira, 21 de março de 2011
sábado, 18 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Povo Karen
“Nós, os Karens da Birmânia, fomos encurralados e obrigados a lutar contra os governos autoritários birmaneses durante os últimos quarenta e três anos. Nas rédeas de todos os órgãos de estado e controlando os jornais, a rádio e a televisão, os sucessivos governos birmaneses sempre fizeram passar de nós a pior imagem que conseguiram. Rotularam-nos como insurgentes, instigadores da guerra, ladrões de fronteira, comerciantes de mercado negro e servidores do imperialismo comunista e capitalista. Mesmo assim, na medida das nossas possibilidades, sempre tentámos refutar a tendenciosa propaganda birmanesa, cheia de falsas acusações. Sempre tentámos dar a conhecer ao Mundo a verdade da nossa causa. Na luta contra o governo autoritário birmanês, não somos motivados pelo simples nacionalismo, nem por hostilidade com o povo birmanês. A nossa luta não foi instigada pelo mundo capitalista nem pelos comunistas, como alguns falsamente nos acusaram. A nossa luta tem uma singularidade especial. Através da história, os birmaneses sempre praticaram a aniquilação, absorção e assimilação (os três Ás) contra os Karens, continuando a fazê-lo hoje em dia. Em poucas palavras, moveram-nos uma guerra genocida. Assim sendo, fomos forçados a lutar pela nossa própria existência e sobrevivência. A luta dos Karens representa uma causa justa e nobre. Esperamos que através dela o mundo possa tomar conhecimento da verdadeira situação dos Karens, um povo esquecido que continua a lutar intensamente pela sua liberdade, com grandes limitações e sem auxílios de qualquer tipo.”
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