sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Acca Larenzia

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Estamos em 1978 e em Itália as posições políticas radicalizam-se até níveis insuportáveis: vivem-se os célebres anos de chumbo. Em Roma, a 7 de Janeiro, um grupo de jovens militantes do Fronte della Gioventù prepara uma distribuição de folhetos. À saída de uma reunião na secção de Acca Larenzia do Movimento Sociale Italiano (MSI), são surpreendidos por diversas rajadas de metralhadora. Franco Bigonzetti e Francesco Ciavatta (de 20 e 18 anos, respectivamente) morrem imediatamente. Vicenzo Segneri, alvejado no braço, consegue voltar e fechar novamente a porta blindada. À medida que a notícia se espalha, acorrem à secção numerosos militantes e simpatizantes, assim como polícias e jornalistas. O clima é de consternação e a tensão está à flor da pele. Por distracção, um jornalista da RAI lança uma beata no charco de sangue de um dos jovens assassinados. A reacção dos militantes não se faz esperar e a polícia é forçada a intervir. No meio da confusão, Stefano Recchioni é atingido na cabeça pelo disparo de um carabiniere. Morre dois dias depois, no hospital. Entretanto, o massacre é reivindicado pelos Núcleos Armados de Contra-Poder Territorial, em nome do «antifascismo militante». São detidas algumas pessoas, mas pouco tempo depois os presumíveis membros do comando responsável são absolvidos por falta de provas.

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