quinta-feira, 19 de maio de 2011

A honra é um absoluto

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«Nunca me senti tentado, por exemplo, a tratar por «Lealistas» os republicanos da Espanha. A sua lealdade, do mesmo modo que a dos seus adversários, era certamente condicional. No capítulo de lealdade, como diria o Sr. Céline, não faço distinções entre essa gente. As suas combinações políticas não me interessavam absolutamente nada. O mundo tem necessidade de honra. É honra que falta ao mundo. O mundo perdeu a estima de si próprio. Ora, nenhum homem sensato terá jamais a extravagante ideia de aprender as leis da honra com Nicolau Maquiavel ou Lénine. Parece-me igualmente estúpido ir perguntá-las aos casuístas. A honra é um absoluto. Que tem ela de comum com os doutores do relativo?»

Georges Bernanos
in "Os grandes cemitérios sob a Lua", Edição «Livros do Brasil», Lisboa, 1988.

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