terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Massoud, o leão de Panjshir

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Ahmad Shah Massoud foi um carismático líder militar afegão. Na sua luta por um país livre, combateu primeiro o Exército Soviético e depois os fundamentalistas talibãs. Respeitado por grande parte da população afegã, ganhou a alcunha de Leão de Panjshir, graças à sua coragem e determinação.

Após completar o curso de engenharia em Kabul, Massoud, de origem Tajik, regressa à sua terra-natal para combater o invasor soviético, onde rapidamente reune um pequeno exército. Utilizando tácticas de guerrilha, torna-se a face mais visível da resistência afegã ao domínio comunista. No início da década de 90, depois da retirada soviética, assumiu a pasta da Defesa no governo liderado por Burhanuddin Rabbani. Com ascensão dos fundamentalistas talibãs, apoiados pelo Paquistão, o governo acabaria por cair. Em 1996, com a tomada de Cabul, Massoud refugiou-se com as suas tropas nas áreas montanhosas do Norte do país. Aí, tornou-se líder militar da Frente Islâmica pela Salvação do Afeganistão, mais conhecida como Aliança do Norte. Resistindo ao regime fundamentalista, a coligação controlava (até 2001) cerca de 10% do território do país e aproximadamente 30% da população. Daqui, Massoud continuou o seu combate por um Islão democrático e um Afeganistão livre.

Em Setembro de 2001, a poucos dias do ataque às Torres Gémeas de Nova Iorque, Massoud é assassinado num atentado suicida, executado por dois talibãs que se faziam passar por jornalistas. Para grande parte do povo afegão, Massoud é considerado um herói, pelo seu carisma, simplicidade e determinação.

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