quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O Chalet da Condessa d’Edla

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Localizado na zona ocidental do Parque da Pena, em Sintra, o Chalet da Condessa d’Edla foi construído pelo Rei D. Fernando II e sua segunda mulher, Elise Hensler, segundo o modelo dos ‘chalets’ alpinos que se faziam então na Europa. Foi concebido como uma construção de recreio, de carácter privado. Após o golpe de 1910, passou para a tutela do Estado republicano e, com o passar dos anos, foi-se degradando e acabou condenado ao abandono até ser alvo de um incêndio de origem alegadamente criminosa, em 1999. Só em 2007, muito graças ao fundo EEA-Grants, se iniciou a sua recuperação.

Este belíssimo edifício romântico caracteriza-se pelo uso exaustivo da cortiça como elemento decorativo e pelo seu enquadramento com a paisagem envolvente, o Jardim da Condessa. Também a pintura mural das escadas e o estuque decorativo da sala das Heras são aspectos a destacar. Um extraordinário trabalho de restauro do património, ainda em curso, que é possível visitar, num agradável passeio. Uma viagem ao romantismo do século XIX.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Uma arma contra o Acordo Ortográfico

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Todos os que se opõem ao Acordo Ortográfico (AO) podem agir. É este o propósito de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos com o objectivo de revogar o diploma legal que o aprovou. João Pedro Graça é o responsável por esta iniciativa. O DIABO, Jornal que recusa o Acordo, entrevistou-o.


O DIABO – O que é a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico (ILCAO)?
João Pedro Graça – É um Projecto de Lei redigido e submetido a aprovação parlamentar por parte de um grupo de cidadãos, com o objectivo de revogar de imediato a Resolução da Assembleia da República que determina a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

O que é necessário para que seja admitida?
Para que a ILCAO seja admitida para discussão e votação pelo plenário da Assembleia da República é necessário que o texto legal e respectiva sustentação sejam subscritos, em papel e com a identificação civil e os dados de recenseamento eleitoral de cada subscritor, por um mínimo de 35 mil cidadãos.

Como surgiu a ILCAO?
Tudo começou no dia 25 de Setembro de 2008, num “post” em que se referia a possibilidade de avançar com uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra a entrada em vigor do Acordo Ortográfico. A ideia foi depois lançada através da internet, em 2009 e começou a registar um número imparável de adesões. Redigida e publicada a ILCAO, começaram a ser recolhidas assinaturas no dia 8 de Abril de 2010.

Quais são as razões principais para esta acção de cidadania pela revogação do Acordo Ortográfico?
São inúmeras, mas abreviemos. O AO nem é acordo, porque num acordo se pressupõe cedências de ambas as partes e neste houve apenas de uma, nem é ortográfico, pela simples razão de que nega e renega o próprio conceito de ortografia. Tratou-se de um “cozinhado” exclusivamente político, entre cúpulas partidárias nacionais, e isto apenas entre Portugal e Brasil. Acresce que nenhum dos fundamentos aduzidos para a sua defesa contém um mínimo de credibilidade, vindo pretensamente “resolver”… um problema que nunca existiu.

A partir de 2012, o Acordo Ortográfico (AO) vai ser adoptado na Administração Pública, nas Escolas, no Diário da República, etc. Acha que isso vai desmoralizar os que se batem contra o AO?
Não, porque há um período de transição, previsto no AO, até 2015. Mais: o instrumento legal que aprovou o AO, a Resolução da Assembleia da República n.°35/2008, não prevê um regime sancionatório. Estamos sempre a tempo de anular, revogar, modificar ou substituir esta resolução.

As pessoas podem continuar a escrever como escreviam?
Não estão previstas sanções ou penas. Não há, assim, consequências legais neste aspecto. No entanto, no que respeita ao regime disciplinar, é diferente. Num organismo do Estado, depois de adoptado o AO, quem continuar a escrever da mesma forma pode ser alvo um processo disciplinar.

Não podem ser objectores de consciência?
Aqui não está prevista a figura da objecção de consciência, mas as pessoas podem invocá-la constitucionalmente.

Tem notado alguma alteração no apoio à ILCAO?
Sim, agora que se aproxima o dia 31 de Dezembro. As pessoas começam a ficar preocupadas e mobilizam-se mais. Muitas delas achavam que isto era uma coisa que ainda ia demorar. Mas agora entra-lhes em casa, seja pela RTP ou em muitos manuais escolares. Muita gente teve esse choque e decidiu apoiar a nossa iniciativa.

Mas muitas acham que o AO está para ficar?
Está, se as pessoas deixarem. Assinem a ILCAO e revoguem a entrada em vigor do AO. Não vale a pena refilar e achar que não há nada a fazer. Foi exactamente devido a essa postura que o AO acabou por ser aprovado. É preciso actuar. Não há outra forma de parar isto.

Como podem fazê-lo?
Todas as informações estão na nossa página na intemet (http://ilcao.cedilha.net/). Vão até lá e leiam, assinem e divulguem.

Tem alguma previsão de quando será entregue a ILCAO?
Isto podia ser feito num mês, bastava que tivéssemos visibilidade num grande órgão de comunicação social, um canal de televisão, por exemplo. Assim, temos que esperar mais algum tempo até conseguirmos reunir as 35 mil assinaturas necessárias.

Acha que os ‘media’ têm silenciado a ILCAO?
Têm, e de que maneira! À excepção do “Público” e de “O Diabo”, mais nenhum órgão de comunicação social refere a ILC. Há uma tendência para silenciar a ILC. E fazem pior, dão relevo a tudo o que é favorável ao AO.

A ILCAO está ligada a algum grupo ou interesse político?
Não. Temos uma comissão representativa, que inclui pessoas de todo o espectro partidário. Da extrema-esquerda à extrema-direita. Também na nossa página na internet se pode ver que temos apoiantes em todos os partidos, incluindo os que votaram favoravelmente o AO. Não nos identificamos politicamente. O nosso único interesse é que a ILC vingue e não qualquer aproveitamento partidário. O que está em causa é a Língua de todos.

in “O Diabo”, de 20 de Dezembro de 2011.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Amores

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O mestre das letras norueguês, Knut Hamsun, apesar de Nobel da Literatura em 1920, é visto por certos sectores como um dos “escritores malditos”, devido ao seu apoio à Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, o seu talento excepcional ultrapassa quaisquer barreiras e fá-lo sobreviver. Felizmente, voltou ao panorama editorial nacional pela mão da Cavalo de Ferro que, depois de “Fome” e “Pan”, põe agora ao dispor do público português mais uma obra-prima.

“Victoria” (brochado, 128 páginas, 15,00 euros), publicado originalmente em 1898 e agora entre nós, com tradução de Carlos Aboim de Brito, é um livro onde encontramos claramente o seu autor e entramos no seu mundo, numa esplêndida narrativa que nos exalta os sentidos e os sentimentos.

Contando a história de Johannes, filho de um moleiro, que ama profundamente Victoria, a filha do castelão, Hamsun conduz-nos através da Natureza – omnipresente – e da natureza humana. O jovem Johannes passeia à vontade no bosque em que conhece os lugares, os caminhos, as rochas, as árvores, as flores, os pássaros. Sabe que a barreira social entre si e o seu amor se consubstancia em Otto, o seu rival, com quem Victoria aceita finalmente casar-se, para tentar tirar a sua família aristocrática da ruína financeira. Entretanto, Johannes, solitário, torna-se poeta e escritor, mantendo como musa a sua paixão da adolescência. Vai para a cidade e para outros países, mas a distância não atenua o sentimento mútuo, por tantas vezes disfarçado com frieza, distanciamento ou formalismos. Ainda assim, uma série de desencontros amorosos acaba por suceder. Como nos é dito, há “diversas formas de amor: as que duram e as que perecem”. E vamos conhecê-las, até ao final trágico desta bela e tocante história de amores que não nos deixa indiferentes.

Ler Knut Hamsun – mergulhar no seu universo e deixar-se envolver totalmente – é um prazer, um deleite e, principalmente, um privilégio, nestes tempos acelerados e desligados que hoje atravessamos.

Duarte Branquinho
"O Diabo", de 16 Agosto de 2011.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Guillaume Faye no Méridien Zéro

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Hoje, às 22 horas portuguesas, será emitido mais um programa do Méridien Zéro, a antena francesa da Radio Bandiera Nera, que recebe Guillaume Faye, para falar do seu mais recente livro "Sexe et devoiment".

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Alto aos banksters!

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Acção do Mouvement d'Action Sociale (MAS) contra vários bancos em Paris. O MAS reclama a nacionalização dos bancos franceses, a soberania política no que respeita à moeda e a socialização da economia.

domingo, 11 de dezembro de 2011

George Orwell: O socialismo contra a modernidade?

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Hoje, às 22 horas portuguesas, será emitido mais um programa do Méridien Zéro, a antena francesa da Radio Bandiera Nera, que tem como tema "George Orwell: O socialismo contra a modernidade?".

1 de Dezembro – nunca mais!

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Passadas as conquistas de Abril, as alegrias da modernidade e as patacas da Europa, chegou a hora da realidade e das contas. Porque, apesar da retórica dos ‘estadistas’ que se sucederam à frente dos pátrios destinos em quarenta anos de regime não há almoços grátis.

Veio tudo ao mesmo tempo: a crise internacional e a interna, a confusão do euro e os escândalos de figuras e figurões da política. Percebeu-se que a globalização também globalizou crises e prejuízos; que os alemães querem mandar nos nativos; que alguns políticos democráticos, eleitos, roubam mais e são mais incompetentes que os oligarcas do fascismo.

Não sei se, como dizia o desolado Herculano, «isto dá vontade de morrer». Mas já não dá vontade de rir, e chorar não vale a pena. Mas indigna ver a mesma gente que foi conduzindo o país a enganar os desgraçados que lhes davam os vivas e os votos, a lamentar-se, a culpar os ‘mercados’ e os anglo-saxões das nossas desgraças.

E há os que, para a cura, querem o reforço do vírus que trouxe a doença. Neste caso, mais Europa, mais integração. Em vez de nos sujeitarmos temporariamente às inspecções da troika e arrumar as contas sob o controle dos credores, vamos mesmo pôr-nos nas mãos deles e entregar a gestão das finanças e da política do Estado português a Berlim e a Bruxelas. Ser uma ‘taifa’, um protectorado, com os políticos locais cipaios do novo Reich.

O mais espantoso é que aqueles que respondem aos protestos com a cara sábia e cínica das inevitabilidades trágicas, são precisamente os mesmos que indicaram e prepararam estes caminhos, como caminhos de esperança e de salvação.

Eram eles – todos – que nos diziam que a África e o Atlântico não passavam de mitos ‘medievais’ e obsoletos; que a Europa era o nosso destino manifesto; que entrar para este clube de gente rica e próspera, era a felicidade.

Agora quando a senhora Merkel, com o seu ar de dona de casa da Avenida de Roma lhes corta os subsídios, quando os homens das Regiscontas inspeccionam as imparidades bancárias, quando se vai chegando à conclusão que não há nada para ninguém, o que é que fazem?

Fazem muitas coisas, de manifestações a introspecções, de tiradas à ‘pai nobre’ a lamentações. Com o ar do incendiário que se mete na fila dos bombeiros com o balde de água, solícito e aos gritos enérgicos de orientação.

E propostas. Uma das coisas que querem é reduzir os feriados. Óptimo. Eles, os inventores das ‘pontes’ (além da Ponte 25 de Abril), dos carnavais, do crédito para férias. E que feriados políticos querem sacrificar? O 5 de Outubro e o 1.º de Dezembro. O 5 de Outubro é um feriado político, ideológico como o do 25 de Abril. Equivaleriam ao 28 de Maio, se o Estado Novo tivesse querido comemorar a sua instauração.

Mas o Primeiro de Dezembro, não havendo um dia da Independência da Fundação ou o 14 de Agosto, dia de Aljubarrota, é o dia da independência de Portugal, o dia da libertação do país da tutela da Espanha.

Foi um esforço corajoso, com grandes riscos (os conjurados de 1640 se perdessem acabavam na forca ou no cadafalso, segundo a condição social e desgraçavam as famílias) e que foi depois coroado com uma inteligente acção política, militar e diplomática. E graças a ele Portugal existe.

As comunidades vivem de mitos e de ritos, que as identificam, individualizam, tornam solidárias e independentes.

O dia da Restauração – celebrando o 1 de Dezembro de 1640 – é o nosso dia da Independência. Acabar com ele é – simbolicamente – reduzir a independência nacional a zero.

Naturalmente é isso mesmo que eles acham. E querem.

Jaime Nogueira Pinto
in "Sol", 6/12/2011.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Méridien Zéro na Table Ronde

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O Méridien Zéro decidiu gravar uma pequena emissão em directo da XVI Table Ronde da Terre et Peuple, com pequenas entrevistas a vários dos presentes. Uma óptima iniciativa.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Povos da Europa revoltem-se!

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Hoje, às 22 horas portuguesas, será emitido mais um programa do Méridien Zéro, a antena francesa da Radio Bandiera Nera, que tem como convidados os representantes da OSRE e da revista "Rébellion".

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

1.º de Dezembro no Porto

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Neste 1.º de Dezembro, o PNR conta com a presença e apoio dos seus militantes e simpatizantes para celebrar connosco o Dia da Restauração da Independência.

Como se sabe, o Governo, servo da Troika economicista, pretende acabar com dois feriados civis para “salvar” a economia, enquanto teima em trilhar o caminho para o abismo. O PNR opõe-se frontalmente à extinção do feriado nesta data tão importante para Portugal e defende, isso sim, a extinção do 25 de Abril, sectário e divisor da sociedade.

> às 11.30 da manhã, na Praça Carlos Alberto, de onde sairá um desfile até à Avenida dos Aliados;

> às 13.00 horas, almoço-convívio (com reserva de lugar obrigatória);

> às 15:30 horas, Conferência-debate, aberta ao público, na Junta de Freguesia de Paranhos, subordinada ao tema “Nacionalismo hoje – Pensamento e Acção” onde será apresentado o Manifesto, “Nacionalismo-Renovador”.

1.º de Dezembro em Lisboa

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