quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Europa Patria Nostra

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"O individuo que pertence à Europa, o Europeu, e, com ele, aquelas instituições e comunidades que a Europa criou, desde as universidades às nações, negar-se-ão, negarão a qualidade humana, ao caírem no egoísmo, no particularismo, ou na abstracção, na artificial e artificiosa unidade, inteiramente irreal e imaginaria, quando não é falsa, forçada e assassina. O ideal humano pede-nos, por conseguinte, que, em todos os planos, procedamos como Nacionalistas e Europeus. Defendamos a definição europeia dos valores. Defendamos as tradições europeias. E o mesmo quanto às nações, cada nação, a nossa nação em unidade e integridade, e as nações na unidade da Europa, unidade cultural, económica e política, unidade e força materiais e espirituais, a afirmarem-se no mundo. Hostilidade às outras criações culturais e continentais? Não, enquanto elas são realmente universalistas e humanas. Entendemos que, em certas épocas históricas, algumas delas foram mesmo civilizações e comunidades condutoras e criadoras. Aceitamos, hoje, que, dessas, muita contribuição importantíssima poderá vir ainda para desenvolvimento, maior pujança e enriquecimento da civilização europeia. Consideramos que cada comunidade cultural será através de si própria que compreenderá e efectivará a civilização europeia, a mais alta realização espiritual do Mundo, desde há muitos séculos. Não se veja nisto a pretensão de aniquilar nações, soberanias e culturas não europeias. Desejamos, apenas, que a Europa se afirme como quem é, se intensifique e se una e se desenvolva."

Goulart Nogueira
in Tempo Presente – Europa, nº10, Fevereiro de 1960.

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