sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dissidente todo o terreno

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Antagonista Editora

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A Antagonista Editora é uma editorial independente especializada em micro-edição para nichos de mercado, com destaque para os campos da Ciência Política, Relações Internacionais, Ficção Científica, História Alternativa, Terror Fantástico, Ovniologia e Teoria da Conspiração.

Pensada para ser uma editora militante para leitores militantes, foi fundada por leitores habituados a "bater" todas as livrarias e alfarrabistas, infrutiferamente, à procura de livros cujas temáticas e autores parecem arredadas das grandes superfícies.

Por considerar que num mercado competitivo, como o é o português, fundar uma editora igual a todas as outras seria mera perda de tempo, a Antagonista aposta em grandes nomes da literatura alternativa internacional bem como na descoberta de talentos lusófonos e portugueses, prezando uma relação de proximidade com os seus autores e a concepção de novos formatos.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Homo-economicus

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«Nenhum sistema — liberal ou socialista — fundado sobre a autonomia integral e a primazia do económico, procura a satisfação geral. O homo-economicus existe, mas não é um homem feliz. A satisfação das suas necessidades materiais, das suas necessidades centradas sobre apenas uma esfera, não apazigua o seu desejo. Pelo contrário, reforça-o, torna-o tão insaciável como frustrado. Toda a concepção da sociedade fundada sobre o bem-estar, sobre o welfare, não pode senão fracassar na sua ambição de suscitar a felicidade. Esta resulta da apropriação pelo homem do seu ser próprio, da apropriação pelo homem de uma personalidade específica no interior de uma identidade colectiva — enquanto a sociedade mercantil, massificada, desculturalizante, despersonalizante, não se constrói se não pela aglomeração de homens-massa, ou seja, sobre a ruínas das diferenças e das personalidades.»

Roberte de Herte

Une Autre Jeunesse: Uma Outra Juventude

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Somos essa juventude que hoje escolhe: levantar-se, revelar-se e estar na primeira linha.
Somos essa juventude que escolhe as Termópilas em vez da deterioração e da renúncia.
Somos essa juventude dos campos de Verão, das longas subidas à montanha, das artes marciais e dos golpes trocados. A juventude do esforço, do suor e da superação de si própria.
Somos essa juventude da cultura alternativa e enraizada. Dos grupos de rock com clarinetes e gaitas, da música electrónica ou industrial aos refrães medidos em latim, ao mesmo tempo a juventude do mosh e dos bailes tradicionais.
Somos essa juventude que nega o suicídio como escapatória pessoal, como futuro de uma geração, como horizonte da nossa civilização.
Somos essa juventude que coloca a transcendência e a fé acima dos bens materiais. Essa juventude que coloca o dom de si mesma acima do êxito pessoal, que prefere a dimensão heróica da vida à realização económica.
Somos essa juventude que renega todo o tipo de drogas, moles, doces ou duras, químicas ou naturais. Queremos enfrentar-nos com plena consciência dos desafios desta sociedade e olhar nos olhos o nosso destino.
Somos essa juventude que escolhe a via da comunidade e que decide forjar unida o futuro da nossa pátria.
Somos essa juventude que propõe devolver a nobreza à política e abordar todos os campos de acção com uma ideia clara: o futuro não se fará sem nós.
Somos a outra juventude. Somos como tu, torna-te como nós!

Fonte: Une Autre Jeunesse 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Seminário - Direitas Portuguesas

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O investigador italiano Riccardo Marchi, autor dos livros Folhas Ultras - As ideias da direita radical Portuguesa (1939-1950) e Império, Nação, Revolução - As Direitas Radicais Portuguesas no Fim do Estado Novo (1959-1974), em parceria com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, organiza nos próximos dias 29 e 30 de Novembro um seminário dedicado ao estudo histórico e político das direitas portuguesas. Intitulado As raízes profundas não gelam? - Ideias e percursos das direitas portuguesas, este seminário decorrerá durante os dois dias nas instalações do ICS-UL. Os painéis realizar-se-ão da parte da manhã entre as 10:00 e as 13:00, da parte da tarde entre as 14:30 e as 17:30. Para mais informações poderá contactar a organização deste seminário através do email riccardo.marchi@ics.ul.pt.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Marsz Niepodległości

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Instituição par(a)lamentar

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«Não são os incompetentes quem está apto a escolher os competentes. Isso é a subversão da ordem, nos seus mais fundamentais elementos. E essa situação ilógica, só a instituição parlamentar podia consagrá-la. Não são aqueles que precisam de quem os dirija que estão em condições de escolher quem melhor possa executar essas funções dirigentes. Isto é óbvio. A interferência dos cidadãos na vida pública do seu país deve, pois, efectuar-se no exercício da vida municipal, deixando as superiores funções de direcção central e geral a uma restrita e fechada categoria de cidadãos, isto é aos elementos representativos das corporações espirituais, morais e activas. Tudo quanto seja contribuir para uma mais perfeita hierarquização — é contribuir para o progresso social, para o progresso da civilização. Nivelar, confundir, é estagnar. E se há prova concludente das consequências nefastas da pantanização (deixem passar o tempo!) do meio social — é a instituição parlamentar. A corrupção dos costumes políticos deve-se principalmente, às exigências das necessidades eleitorais. Só é forte um governo que não precise de andar a transigir com as flutuações da opinião, isto é um governo que em vez de governado, tenha por missão governar, isto é canalizar, aproveitar, dominar. A opinião é instável. Governos instáveis são governos estéreis. A opinião parlamentar, quando não é uma mentirosa aparência, é a imagem da opinião das ruas. Instável, estéril, anárquica como ela.»

Alfredo Pimenta
in «Nação Portuguesa», n.º 3, p. 71, 1914.

Notícias da Frente

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domingo, 14 de novembro de 2010

Méridien Zéro com Docteur Merlin

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Hoje às 22 horas, o programa Méridien Zéro recebe Docteur Merlin, poeta, bardo e militante, para evocar os seus trinta anos de combate musical. O programa Méridien Zéro é a emissão francófona da Radio Bandiera Nera.
 
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