Uma
fanzine (contracção de
fan magazine) é um periódico (ou aperiódico) independente, criado e realizado de forma desinteressada por apaixonados, para outros apaixonados. Uma
fanzine é um «jornal livre», por vezes clandestino (a esmagadora maioria das
fanzines não têm depósito legal), publicado sob a filosofia
do it yourself («faça você mesmo», slogan de Jerry Rubin adoptado pelos
punks em 1977) e frequentemente especializado em nichos culturais ou políticos.
Sem estar sujeito a qualquer imperativo de venda, as
fanzines podem estar disponíveis em livrarias, lojas de discos especializadas, escolas, universidades, salas de concerto ou por encomenda. Adoptando geralmente uma perspectiva militante do campo cultural, o espírito das
fanzines reflecte-se no
slogan da rede alternativa
Indymedia «não critiques os media, torna-te nos media». A sua difusão é reduzida comparada a uma revista; a sua periodicidade é frequentemente aleatória e a duração de vida relativamente curta. Existem excepções, como a
Maximumrocknroll, veterana
fanzine americana, publicada desde 1977 e ainda em actividade, ou a
fanzine de
rock francês
Albus Dangereux que surge regularmente desde 1987. Algumas
fanzines históricas, como a
New Wave, reapareceram na década de 2000, enquanto outras entretanto desaparecidas ganharam uma segunda vida através da
internet.
Uma
fanzine torna-se uma revista quando deixa de ser a actividade de um amador apaixonado, para transformar-se no produto de um profissional. Ou seja, a
fanzine distingue-se das revistas pela sua vocação não comercial, sendo vendida a um preço muito baixo ou distribuída gratuitamente. A publicidade representa sempre uma parte mínima das receitas e dos conteúdos. Quanto aos temas, as
fanzines são geralmente consagradas à musica
rock, ao cinema, ao universo político, à literatura popular (frequentemente banda-desenhada) e ao desporto (nomeadamente claques e grupos ultra).
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