sábado, 11 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
A beleza da acção
«Quanto mais cresce o conformismo dos intelectuais, mais me interrogo se um intelectual não tem o dever de submeter à crítica este conformismo e escolher uma existência mais aventureira. Como se isto fosse pouco, difunde-se hoje estupidamente, entre outras coisas, o denominado "socialismo de salão" da elite intelectual, cuja influência social é notória. As mães gritam que não é lícito por nas mãos dos seus filhos armas de brinquedo, e que na escola a obrigação de organizá-los por filas e lhes atribuir um número são reminiscências do militarismo. Por isso, agora, os estudantes reúnem-se numa desordem ociosa, como se fossem parlamentares.»
Yukio Mishima
in "Tate no Kai", 1968.
«Portugal é uma Raça constituindo uma Pátria»
"A ideia de Pátria inclui a de Raça, conforme o significado que demos a esta palavra. Todavia, esta ideia pode sobreviver àquela, na qual se contém a ideia de independência política. A raça polaca sobreviveu à pátria polaca.
Uma Raça independente, sob o ponto de vista político, é uma Pátria.
Há muitos povos independentes que constituem reinos, Nações, Impérios, mas não uma Pátria. A Áustria, por exemplo, é uma Administração, conforme lhe chamava Mazzini. Queria ele dizer que lhe faltavam as qualidades próprias que definem uma Raça.
Os Estados americanos representam Pátrias ainda em formação. É natural que, sob a influência dos séculos e do meio, comecem a criar e a fixar um certo número de qualidades originais que se tornem verdadeiras Pátrias, no futuro.
A Raça portuguesa, antes de ser uma Pátria e mesmo nos primeiros tempos da sua independência, vivia como que latente e diluída nos outros povos da Ibéria. Mas o esboço primitivo definiu-se e a nítida figura apareceu. A Língua e os sentimentos por ela traduzidos cristalizaram, destacando-se, em alto-relevo, da confusão originária.
E Portugal é uma Raça constituindo uma Pátria, porque, adquirindo uma Língua própria, uma História, uma Arte, uma Literatura, também adquiriu a sua independência política."
Teixeira de Pascoaes
in «Arte de Ser Português», Assírio & Alvim (2007).
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Simplicidade voluntária
«A expressão "simplicidade voluntária" foi popularizada nos Estados Unidos por Duane Elgin no seu livro publicado em 1981 Voluntary Simplicity; Elgin atribuia a paternidade do conceito a Richard Gregg, um adepto de Gandhi que havia escrito em 1936 um artigo com esse título. Da minha parte, escrevi uma primeira versão de La simplicité volontaire em 1985, no âmbito de uma colecção de livros sobre saúde; a minha reflexão sobre a saúde tinha-me levado à conclusão que nos países industrializados, a maior parte dos nossos problemas de saúde são derivados do sobre-consumo e que a nossa busca de saúde nos devia levar a um estilo de vida mais sóbrio, claramente contra a corrente. Dizia: A simplicidade não é a pobreza, é um despojar que nos deixa mais espaço para o espírito, para a consciência. É um estado de espírito que nos convida a apreciar, a saborear, a procurar a qualidade, é uma renúncia aos artefactos que pesam, incomodam e impedem de ir até ao fim das possibilidades". Voltei a escrever o meu livro numa reedição aumentada em 1998, desta vez insistindo nos efeitos sociais e ecológicos do nosso consumo excessivo: "Hoje em dia, dou-me conta que a via da simplicidade voluntária não constitui simplesmente o melhor caminho para a saúde, mas é sem dúvida a única esperança para o futuro da humanidade".»
Serge Mongeau
in "Vers la simplicité volontaire".
Os homens livres escutam Radio Bandiera Nera
A Radio Bandiera Nera (RBN), emissora digital da CasaPound, continua a sua actividade, convertida em referência europeia do squadrismo mediático não-conforme. Criada em Julho de 2007, a RBN emite a partir de quatro pontos de Itália e de diferentes países europeus. Pode ser escutada 24 horas, sete dias por semana, levando através da rede mensagens dissidentes e vanguardistas.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
A Era do Álibi
«Os cientistas oficiais preferem explicar o Estado pela luta de classes, o canibalismo pela deficiência em proteínas, guerra pelas indústrias de armamento e pelo capitalismo, a droga pela falta de amor, o crime pela frustração, e assim por diante. O ciclo cultural que nos integra culminou afinal numa gigantesca Era do Álibi. Tudo está desculpado. Ninguém tem culpa de nada.»
António Marques Bessa
in "Ensaio sobre o Fim da Nossa Idade", Edições do Templo (1978).
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Massoud, o leão de Panjshir
Ahmad Shah Massoud foi um carismático líder militar afegão. Na sua luta por um país livre, combateu primeiro o Exército Soviético e depois os fundamentalistas talibãs. Respeitado por grande parte da população afegã, ganhou a alcunha de Leão de Panjshir, graças à sua coragem e determinação.
Após completar o curso de engenharia em Kabul, Massoud, de origem Tajik, regressa à sua terra-natal para combater o invasor soviético, onde rapidamente reune um pequeno exército. Utilizando tácticas de guerrilha, torna-se a face mais visível da resistência afegã ao domínio comunista. No início da década de 90, depois da retirada soviética, assumiu a pasta da Defesa no governo liderado por Burhanuddin Rabbani. Com ascensão dos fundamentalistas talibãs, apoiados pelo Paquistão, o governo acabaria por cair. Em 1996, com a tomada de Cabul, Massoud refugiou-se com as suas tropas nas áreas montanhosas do Norte do país. Aí, tornou-se líder militar da Frente Islâmica pela Salvação do Afeganistão, mais conhecida como Aliança do Norte. Resistindo ao regime fundamentalista, a coligação controlava (até 2001) cerca de 10% do território do país e aproximadamente 30% da população. Daqui, Massoud continuou o seu combate por um Islão democrático e um Afeganistão livre.
Em Setembro de 2001, a poucos dias do ataque às Torres Gémeas de Nova Iorque, Massoud é assassinado num atentado suicida, executado por dois talibãs que se faziam passar por jornalistas. Para grande parte do povo afegão, Massoud é considerado um herói, pelo seu carisma, simplicidade e determinação.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
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