terça-feira, 21 de março de 2023

Teologia Política, de Carl Schmitt, publicado em Portugal

0 comments
 

 



Escreve Alexandre Franco de Sá na Introdução à sua tradução de Teologia Política, de Carl Schmitt, publicado finalmente em Portugal na Biblioteca Crítica Fundamental: “Dificilmente se poderá exagerar a importância do pequeno texto agora publicado em nova tradução portuguesa. Surgida há cem anos, Teologia Política: quatro capítulos sobre a doutrina da soberania (1922) resultava de um escrito de homenagem a Max Weber que Carl Schmitt, jurista de 37 anos então professor na Universidade de Bona, resolvera ampliar e publicar de forma autónoma, acrescentando um último capítulo aos três do texto originário. No ambiente cultural alemão, Schmitt começara a tornar-se notado poucos anos antes, ao publicar dois livros de grande repercussão: Romantismo Político (1919) e A Ditadura (1921). Ambos mostravam uma visão muito crítica do liberalismo e do positivismo jurídico dominantes na República de Weimar, permitindo o seu alinhamento com a reacção antimoderna que caracterizava a então chamada Revolução Conservadora. Embora este movimento fosse muito rico e diversificado, e embora Schmitt não possa ser catalogado como representante de um movimento intelectual lado a lado com personalidades como Moeller van den Bruck ou Ernst Niekisch, apenas para citar dois nomes com perspectivas políticas muito diferentes ou mesmo opostas às de Schmitt, tal alinhamento valeu-lhe, desde muito cedo, a hostilidade de alguns intelectuais que, com orientação política divergente, vislumbravam o seu pensamento como particularmente perigoso.”

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Crítica XXI: liberdade incondicional

0 comments
 

 



Portugal é há quase meio século governado pelas esquerdas. Se estendermos a ideia de poder ao campo cultural, podemos dizer que esse domínio é até anterior à Revolução e permanece mesmo quando as direitas governam.

Disto não resulta apenas que as direitas e o seu pensamento sejam mal conhecidos; resulta uma atmosfera cultural e mediática acomodada e maniqueísta sem espaço para a interrogação crítica.

Crítica XXI quer dar a conhecer a tradição intelectual das direitas e os seus desenvolvimentos actuais, olhando para valores, ideias e princípios com liberdade incondicional.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Jean Raspail: Profeta dos Tempos Modernos

0 comments
 

 


No "Figaro Magazine", o último texto da série "Os Profetas dos Tempos Modernos" foi dedicado a Jean Raspail. No artigo, apropriadamente intitulado "A Submersão Migratória", Mathieu Bock-Côté fala sobre o impacto político do romance premonitório "Le Camp des saints", concluindo: «Que fazer quando mundo que nos importa mais que tudo se desmorona? Que atitude devemos adoptar perante um mundo em ruínas, especialmente se não queremos reconciliar-nos com aquele que o substitui, ou se nos sentimos incapazes de fazê-lo? Fugir? Fecharmo-nos em sonhos e refúgios oníricos? Permanecer firmemente fiéis ao mundo derrotado, mesmo que tal signifique fazê-lo sobreviver clandestinamente, como uma tradição secreta, e na esperança romântica ou política de o ver um dia reaparecer, sob um novo rosto? De livro em livro, Jean Raspail ensaiou estas respostas, que vão muito além da questão única da migração. Também se lêem como samizdats.»

segunda-feira, 14 de março de 2022

Uma nota sobre a invasão russa da Ucrânia

0 comments
 



1. Putin está a ser honesto quando diz que o objectivo da invasão é a desnazificação e a desmilitarização.

2. A Ucrânia não tem absolutamente nada a ganhar com a invasão. E o Ocidente (o nosso Ocidente) nada tem a ganhar.

3. A Rússia não é uma alternativa ao paradigma ideológico antifascista pós-Segunda Guerra Mundial.

4. O argumento dos “oligarcas judeus” é irrelevante. A Rússia também tem oligarcas judeus e Putin não vai acabar com o sistema oligárquico na Ucrânia. A presença de figuras de elite judaicas na Ucrânia não invalida o nacionalismo ucraniano, da mesma forma que não invalida o nacionalismo noutros países com elites judaicas.

5. A Ucrânia sempre teve governos disfuncionais e corruptos. Zelensky calhou ser o Presidente quando o país foi invadido – ninguém está a lutar pelo seu governo. Os ucranianos estão a lutar pelo simples motivo de o seu país ter sido invadido por uma potência estrangeira. É o que as pessoas normais fazem.

6. Aqueles que dizem que os ucranianos não deviam defender o seu país contra uma invasão estrangeira é um niilista e não merece ser levado a sério. Isto não é um jogo de vídeo.

7. O establishment ocidental neoliberal nada tem a perder com esta guerra. A NATO tornou-se dez vezes mais relevante por causa do ataque russo à Ucrânia. A Suécia e a Finlândia apressam-se para se tornarem membros. Há três semanas podia dizer-se que a NATO era uma entidade obsoleta. Já ninguém diz isso. O establishment ocidental liberal é a parte que mais ganhou com este ataque – enquanto a Ucrânia foi a que mais perdeu.


@guidetokulchur


domingo, 13 de março de 2022

A Guerra vista por Gabriele Adinolfi

0 comments
 

 


Reflexões para os europeus no estado actual do conflito

 

A guerra na Europa não pode ser explicada por uma única razão, nem com uma escolha bipolar.

Geopolítica, finança, reinicialização económica, energia, somam-se a antigos ódios étnicos que provocaram sete milhões e meio de mortos às mãos dos russos e depois da intervenção popular ucraniana na Segunda Guerra Mundial ao lado da Alemanha.

Depois da independência da Ucrânia os ódios continuaram, tanto sob o governo oligárquico pró-russo como depois de Maidan.

A situação explodiu com a invasão decretada por Putin que considera a Ucrânia uma das suas províncias e com a resistência popular ao invasor.

No imaginário colectivo vivíamos uma guerra fria numa espécie de Ialta que veria a Rússia frente à Europa e os EUA frente à China.

Dado que a Europa joga outro jogo que quebra a lógica bipolar, dado que a Europa, em particular com Paris e Berlim, sempre se orientou para uma colaboração com a Rússia e inclusivamente com a China, a lógica da invasão russa mantém-se em xeque e faz o jogo dos norte-americanos.

Antes do início da invasão, os serviços de informações indianos, italianos e chineses tinham anunciado que a Rússia se veria forçada a levá-la a cabo mediante um acordo secreto com os EUA. Putin teria considerado como mais importantes os interesses russos numa nova Ialta que numa cooperação com Berlim e Paris.

Recorde-se que o novo governo alemão assinou um contrato entre as partes no qual se fala da necessidade de desenvolver as relações com a Rússia e que Scholz tratou de evitar o recurso às armas.

Ahmadinejad foi mais longe e falou mesmo de cumplicidade entre Biden e Putin.

A guerra quebra o acordo Paris-Berlim-Moscovo e cerca a Europa.

Explodiu mesmo quando se começavam a pagar os custos sociais da pandemia e provavelmente acelera a reinicialização da economia, à custa dos nossos povos e sobretudo dos nossos pobres.

O gás é seguramente importante neste jogo, mas a energia nuclear também é. O ataque a Zaporizhzhia favorece os medos dos verdes com os quais contam os norte-americanos para bloquear a recuperação europeia. Também aos russos convém que nós continuemos dependentes do gás.

Na reinicialização económica revolucionam-se as bolsas e potencia-se o recurso às criptomoedas.

Depois há as armas que, através de várias máfias, da frente ucraniana acabarão em grande parte na Europa para armar os islamitas que a CIA quer activar nas nossas costas para impedir a independência europeia. O apoio da camarilha atlantista de Zemmour em França talvez se explique precisamente por alimentar uma lógica de “choque de civilizações” permitindo o nascimento de formações terroristas islamitas.

Muitos retratam esta guerra como o filme “O Senhor dos Anéis”. Mas neste confronto onde todos querem “desnazificar” o outro, as ideologias confundem-se entre si.

Restam os dados objectivos sobre os quais devemos operar na medida em que nos permitam, e sem perder o sentido de proporção nem o da justiça.

Deixemos que equilibristas e os hipócritas encontrem as justificações para fugir à realidade, que se pode resumir assim:

- A Rússia invadiu a Ucrânia e reafirma a sua vontade imperialista nessa terra.

- O povo ucraniano resiste.

- Os EUA e a NATO são os que mais ganham.

- A Europa é a que mais perde.

- Os desastres para a Europa vão suceder-se.

- O interesse da Europa é romper com esta oposição e impedir todas as lógicas de Ialta.

- Devemos agir nesta direcção, mas com justiça e critério e trabalhando para uma revolução espiritual e cultural que permita libertar os povos europeus da tutela norte-americana.

 


Noreporter

terça-feira, 2 de junho de 2020

Lebensessenz

0 comments
 
O Podcast da transmissão encontra-se disponível no site: 

A Nova Direita Anti-Sistema

0 comments
 


A nova direita anti-sistema. O caso do Chega.
Riccardo Marchi
Edições 70
208 páginas

As últimas eleições legislativas, que ditaram a eleição de um deputado do Chega, terão marcado o fim da imunidade portuguesa à extrema-direita? Este livro, de cariz divulgativo e assumidamente isento, traça as linhas gerais do que são os movimentos nacionalistas, populistas, de extrema direita e direita radical, definindo-os e fixando os conceitos, para depois descrever o contexto português, nomeadamente o partido Chega. Explica a fundação do partido, apresenta os seus fundadores e quadros, e, claro, a indissociável figura de André Ventura. Aponta, ainda, o caminho a trilhar por esta nova força política, os objetivos a que se propõe o partido e possíveis consequências no panorama político e no contexto nacional.

Pré-venda:
https://www.almedina.net/a-nova-direita-anti-sistema-em-portugal-o-caso-do-chega-1590683382.html

Revolução Nacional de 28 de Maio

0 comments
 
O Podcast da transmissão encontra-se disponível no site:
 
© 2013. Design by Main-Blogger - Blogger Template and Blogging Stuff